Um Mundo “Trumpisado”

 

Contrariando as pesquisas e repetindo a “surpresa” do Brexit, Donald (not the duck) Trump, apresentador de TV e bilionário, é eleito o 45º presidente dos Estados Unidos. O que isso significa para nós?

Pergunta difícil, pouco se sabe como ele deve atuar e quanto o Congresso Americano o deixará governar. Entretanto algumas coisas são esperadas.

  • O mercado reagirá negativamente, no curto prazo. Podemos esperar de uma forma geral um dia de quedas nos mercados internacionais no curtíssimo prazo. Os futuros das bolsas americanas abriram em baixa mas não exageradas. No Brasil espere perdas maiores.
  • Os assalariados de todo o mundo estão dando fortes sinais de insatisfação. Essa insatisfação tem gerado movimentos importantes em países desenvolvidos. A maior prova disso é a saída do Reino Unido da União Europeia e agora a eleição de Trump. Isso nos leva a crer, nesse momento, que teremos mais barreiras e menos negócios internacionais o que significa mais inflação e, provavelmente, menos crescimentos no mundo.
  • Um presidente sem partido. O Congresso Americano continua nas mãos dos Republicanos, partido do presidente eleito. Mas isso não significa “um passeio no parque” para o novo presidente. Os Republicanos não gostam de Trump. Ao longo da campanha ele fez muitos inimigos dentre do próprio partido. Acho pouco provável o Congresso deixa-lo governar livremente, o que pode até ser bom.
  • Crescimento nos EUA. Trump prometeu aos assalariados uma vida melhor. Para fazer isso ele investirá pesadamente em infraestrutura e protegerá a indústria doméstica. A atividade Norte Americana deve aumentar, bem como sua gigantesca dívida. O dólar deve ser fortalecer. Por um lado isso é bom, crescimento lá pode impulsionar nosso crescimento. Por outro é ruim, mais dívidas e mais proteção ao mercado local.
  • Mercados emergentes sofrerão. Com menos comércio e com mais riscos rondando os mercados emergentes (e o Brasil, claro) sofrerão. Podemos esperar menos ajuda dos gringos para nossa economia voltar a crescer.

O momento é de cautela. Ninguém sabe muito bem como pensa o novo presidente. Temos que ter mais informações e conhecer seu ministério. Torço por termos supressas positivas, mas me preparo para tempos mais difíceis.

Lauro Araújo

Lauro Araújo

Diretor da Lockton Corretora de Seguros e Consultoria, empresa americana especializada em benefícios, gestão de risco e consultoria atuarial e de investimentos. Formado em Administração de Empresas, já trabalhou em consultorias de investimentos nacionais e internacionais e em gestoras de recursos como a JP Morgan e Bradesco Templeton Asset Management.

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